segunda-feira, 25 de maio de 2009

"recordar não é reviver, é apenas verificar com dor que fomos outra coisa cuja realidade essencial não podemos recuperar. Vimos da sombra e vamos para a sombra. Só o presente é nosso, mas que é o presente senão a linha ideal que separa o passado do futuro? Assim toda a vida é fragmentária, a personalidade una é uma ilusão, não podemos apreender em nós uma constante que nos identifique. O sentimento heraclitiano da transitoriedade das coisas conduz à negação do eu. Viver no tempo é depararmos com o vazio dentro de nós próprios: Quem me dirá quem sou?"

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